Avançar para o conteúdo principal

Lisboa e os seus Azulejos

Foto: M&S 

Lisboa é uma cidade que em cada dia que passa me deixa mais apaixonada. A história que nos assalta quando a percorremos e a simplicidade das ruas e das pessoas que vamos encontrando torna um dia normal numa experiência genuína. As minhas primeiras semanas ainda me parecem um sonho, gosto de passear pelas ruas e perder o olhar em pormenores em coisas de nada que se transformam em muito.
No passado dia 15 de Maio deixei-me levar pelas palavras e pelo percurso de António Miranda e saímos do ponto de encontro “Café a Brasileira” em direção as ruas misteriosas do Bairro Alto. O programa de investigação e salvaguarda do azulejo de Lisboa (PISAL) foi criado recentemente e tem como objetivo salvaguardar e defender o importantíssimo e único património azulejar lisboeta que se encontra permanentemente em risco devido à falta de sensibilidade de uns, ignorância de outros, arrogância monetária de alguns , interesses económicos de algumas mentes mais corroídas e ofuscadas de algumas criaturas que afim dos seus próprios benefícios económicos são capazes de demolir, reconstruir e apagar marcas e marcos históricos de uma cidade de um povo.
São iniciativas como esta da Câmara Municipal de Lisboa que me fazem sorrir e acreditar que tudo pode mudar e incentivar anónimos numa luta que deve ser de todos, defender um legado para as gerações futuras.
A cidade absorve as vivências e esconde recantos que se transformam e se recriam. No percurso: azulejos na fachadas, prostituição nas ruas, redescobri um bairro diferente. O percurso pela transformação que o bairro sofreu após o terramoto de 1755 e após 1850 quando os edifícios se começaram a ornamentar com fachadas de azulejos.
Foi um passeio que me fez recuar no tempo, perceber algumas técnicas, diferenciar algumas fabricas e sem dúvida despertar ainda mais a minha sensibilidade para esta arte tão nossa.
Obrigada António pela sua partilha e visita.
Parabéns CML pela iniciativa.

Departamento de Património Cultural
PISAL: Rota do Azulejo na Cidade
Info: 218170900
Grátis 
Agenda Cultural Lisboa

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bordados de Viana do Castelo

Gemeniana Branco, 29 de Março de 1917

Foi numa exposição realizada a 24 de Agosto de 1917 no artístico Pavilhão, no Campo d´Agonia em Viana do Castelo, que Gemeniana Branco deu a conhecer os seus trabalhos e que desde então dá início a uma profissionalização desta prática. Germeniana era uma jovem mulher com recursos, ligações e capacidade de iniciativa. Características que a levaram a transformar uma tarefa de uso essencialmente doméstico a uma atividade económica. Esta mulher fá-lo não só por si que dados os seus recursos não necessitava mas por princípios e valores que partilhava com mulheres como Berta Machado ou Ana de Castro Osório, que quando Portugal entrou na I Grande Guerra foram as fundadoras da Cruzada das Mulheres Portuguesas que tinha como objetivo diminuir a miséria das famílias portuguesas da altura. Foi neste contexto que Gemeniana se lança ao trabalho ajudando mulheres carenciadas no sustento das suas famílias em Viana e nos arredores. A área de produção do Borda…

Filigrana Portuguesa

Coração de Viana

A filigrana é um trabalho minucioso e ornamental que é realizado com perícia e delicadeza. É uma técnica de ourivesaria, e insere-se no tipo de ourivesaria popular, apesar de não ser específica da nossa tradição cultural encontra-mo-la noutros países e culturas, pode ser considerada uma das formas mais características das artes portuguesas. Pequenas bolas de metal e fios muito finos soldados e achatados provocando o efeito trança, de forma a obter desenhos como estes.
Cruz de Malta


Metais como o ouro e a prata são os mais trabalhados nesta arte, e estão presentes na história da humanidade nunca caindo em desuso, desde a Antiguidade até aos dias de hoje.  Recriação contemporânea de Joana Vasconcelos  


No norte do pais a tradição da filigrana continua presente nos adornos das mulheres minhotas, desde os trajes de noivas, aos trajes dos ranchos folclóricos e até no café de domingo à tarde.
Brincos Rainha

Vamos até ao 3º milénio a.c. no Médio Oriente onde a filigrana foi difundi…

Lenços

~ Foto: Nuno Reis


Os lenços de Viana como são conhecidos fazem parte do imaginário português. São coloridos na sua base onde assentam cercadura de flores grandes e coloridas destacando as quatro cores principais: vermelho, amarelo, branco e azul.



Postal antigo: Lavadeiras Viana de Castelo
“A veste organiza-se em: saia franzida, colete justo apertado com fitilho e camisa branca, sobre a qual se apõe o avental, a algibeira e o lenço. Na cabeça, colocava-se um lenço idêntico ao do peito. Nos pés, calçavam chinelas também bordadas, à maneira barroca, e meias arrendadas.” (Teixeira: Madalena Braz, O traje regional, Português eo Folclore VII )


Estão presentes ao longo da história da humanidade em vários momentos históricos: • Segundo a lenda a primeira mulher que usou um lenço foi a rainha egípcia Nefertiti no ano de 1350 a.c.; • Em 230 a.c. na China no reinado do Imperador Cheng os lenços tinham uma utilização funcional que servia para identificarem os funcionários ou guerreiros chineses; • Na R…