Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2012

Casas da Costa Nova do Prado - Aveiro

Foto: M&S  2010
Ao falar do Barco Moliceiro em Aveiro é impossível não fazer referência a estas casas da Costa Nova do Prado que fazem parte do imaginário dessa zona do pais. São coloridas, às riscas, originais e convidativas. A última vez que passei por lá foi em 2010 e não resisto a partilhar as fotos que tirei.
Foto: M&S  2010
Essas casas eram os conhecidos palheiros, evidenciam-se como uma construção bem típica desta região que ninguém pode deixar de admirar. Foi depois de 1808 que essas casas de madeira tradicional portuguesa começaram por surgir após a abertura da nova barra, eram construídas sobre estacas devido ao terreno movediço que não permitia que se construí-se diretamente assente no solo. A sua construção palafítica permitia a subida das águas da ria, que inundava o terreno sem que afeta-se a habitação de igual modo permitia que a areia arrastada pelo vento pudesse passar por baixo das casas. Tudo indica que os primeiros palheiros surgiram à beira mar para servir o modus…

Barco Moliceiro

Foto: Sarmento, Clara Painéis de Moliceiros (finais da década de 90)
O Moliceiro é um tipo de embarcação regional em que a função original era o da recolha de moliço, substância composta por plantas aquáticas tradicionalmente empregues para a fertilização dos campos agrícolas. De referir ainda que o termo moliceiro refere-se à embarcação mas também ao seu utilizador.
Foto: M&S Moliceiro Ria de Aveiro 2010
O que evidência e destaca este tipo de embarcação pela sua originalidade e que a tem projetado como artefacto estético e cultural de valor deve-se aos seus painéis decorativos que têm sido objeto de estudo e de interesse pela comunidade académica liga à antropologia e etnografia que retratam a autêntica expressão de “arte popular”. As cores vivas e garridas, as histórias que contam as suas pinturas recorrendo a elementos marinhos e também rurais, episódios românticos ou religiosos, podendo ser ou não tratados de forma humorística, brejeira, religiosa ou satírica. Abraçam as lendas da r…

Delta cafés

Todos nós temos pessoas que nos inspiram, que nos fazem pensar e que são uns visionários empreendedores. Para mim Manuel Rui Azinhais Nabeiro é uma referência do meu Alentejo profundo para o mundo.  Em 1961 este senhor decidi criar a sua marca de cafés na bonita vila alentejana de Campo Maior, o espaço inicial era reduzido, os recursos também mas a força e a coragem foram o motor de arranque.  O lema comercial da marca é "Um cliente um Amigo", baseado na filosofia da confiança dos clientes e na personalização da relação marca vs cliente. Desde sempre a principal aposta é a inovação e a qualidade. Na segunda metade dos anos 70 a estrutura comercial consolidou-se e foi o ponto de partida para encarar o mercado de forma decisiva. No ano de 1984 dá-se a separação da actividade comercial assegurada pela empresa Manuel Rui Azinhais Nabeiro Lda, da actividade industrial, desenvolvida pela Novadelta S.A., tornando-se em 1994 a primeira empresa certificada no sector dos cafés em Portuga…

"Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!" Florbela Espanca

Miradouro do Cais das Colunas

Foto: M&S
A última vez que fui a Lisboa estive aqui e agora que estou quase de volta para mais uns dias, sonho em repetir este momento único, este quadro não me sai da cabeça e nem no Louvre me esqueço dele!  Em frente ao Terreiro do Paço as suas colunas dão-lhe o nome e é através delas que podemos tocar o Tejo e mergulhar com o olhar numa vista plana sobre o Tejo, Cacilhas e Almada, sentir o pulsar da cidade e os movimentos constantes das pessoas que todos os dias passam por lá para apanhar os cacilheiros e atravessar o rio. Neste local sentimos uma grande carga histórica, foi por aqui que a ligação da cidade ao rio  foi feita durante muitos séculos sendo também conhecido como a “porta da cidade”. O Cais esteve sempre integrado no projeto da Praça do Comércio, aquando da reconstrução da cidade depois do grande Terramoto de 1755, assinado pelo Arquiteto Eugénio dos Santos, a sua conclusão remonta aos finais do século XVIII. 
As duas colunas, que abraçam a escadaria de pedra que desce…