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A mostrar mensagens de Outubro, 2011

Bordados da Madeira

Chamado de ponto oficial  Composto pelo ponto cordão, com recorte e usado em tecidos mais leves

A influência inglesa deu-se no século XIX assim como o aparecimento ao público como manifestação artesanal, justamente em 1850 na “Exposição da Indústria Madeirense” é o resultado do convite feito aos manufatures artífices da Madeira para apresentarem artefactos na primeira exposição realizada no Palácio de São Lourenço. Essa exposição foi tão importante que a Madeira recebeu um convite para estar presente em Londres na Exposição Universal que decorreu em 1851. A presença madeirense foi um sucesso e recebeu elogias de vários países presentes pela sua pureza e perfeição artística.



A sua origem remontam aos primeiros colonos que chegaram à ilha, construiram casas, negócios e adaptaram-se ao clima. As suas mulheres começaram por fazer pequenos trabalhos em bordados tais como: barras de lençóis, camisas etc, os trabalhos eram feitos em pano de linho e algodão. Estes bordados despertaram desde logo…

Chá Gorreana

Plantações Gorreana, São Migguel, Açores.
A história da introdução do chá em S. Miguel, cruza-se com a da vida das famílias micaelenses. Fundado pela família Gago da Câmara operando já em cinco gerações. Assim surge o chá Gorreana, pelo empenho de Hermelinda Pacheco Gago da Câmara em 1883 que apesar dos filhos que teve, o Gorrreana acaba por ficar para a sua neta Angelina. É ela que vem a casar com Jaime Hintze (família, de origem alemã, veio para Portugal no século XVIII) que se entregou à plantação e proporcionou o seu crescimento. O filho de Jaime e Argelina, Fernando, casa com Berta Ferreira Meireles. E continua a obra do pai, comprando grande parte das máquinas que, estão ainda em funcionamento. Mas vai mais longe e constrói uma central termo elétrica, uma alternativa à hidroelétrica. Fernando morre muito novo, deixando apenas uma filha, Margarida Hintze. Em 1966, Margarida casa com Hermano Mota. Neste momento é a família Mota e, Hermano Mota, quem impulsiona a plantação. O chá apa…

Ovos Moles de Aveiro

Remonta ao século XVI e ao Convento de Jesus atualmente Museu Nacional Santa Joana - Aveiro, nessa altura usava-se a recita conventual dos ovos moles como remédio na convalescença de doentes. No século XIX dá-se a “laicização” da doçaria e abre em 1856, a primeira confeitaria em Aveiro a comercializar os Ovos Moles de Aveiro e a visibilidade e aprovação geral do produto foi tanta que chegou as referências literárias, como exemplo em Eça de Queiroz na “A Capital” e “Os Maias”. Mas a receita conventual continuou viva graças as jovens que passaram por essas instituições religiosas. A imediação com a ria fez surgir no doce formas de amêijoas, búzios e motivos marítimos. A receita é simples e mantém-se ao longo de várias gerações. Confecionada somente com gema de ovo, açúcar e água. 


Tendo como objetivo a proteção e preservação deste produto como produto de qualidade os produtores associaram-se e construíram a Associação de Produtos de Ovos Moles de Aveiro (APOMA) uma das suas missões é a l…

Calçada Portuguesa

Foto: Luís Ponte Cais do Sodré

A civilização que lhe deu origem Remonta à Mesoptânia (III milénio a. C) a calçada, mosaico ou empedrado artístico. O mosaico conheceu o primeiro período de ascensão com os gregos helenísticos, que passaram a sua aplicação aos romanos. O mosaico marcou também posição influente no mundo muçulmano, que o usou em grande escala, e em civilizações ameríndias, particularmente no México e no Perú (REGO, 2000). João Oleiro um dos principais vultos da arqueologia portuguesa do século XX refere que a época de maior florescimento do mosaico romano em Portugal dar-se-á entre os séculos II e IV e as principais aplicações localizam-se eminentemente a sul do Tejo, o que ocorre ao mesmo tempo que o desenvolvimento da romanização e independentemente da facilidade na obtenção da matéria prima,predominantemente calcário. Maioritariamente os mosaicos de idade Romana em Portugal são do tipo opus tessellatum (tesselas com cerca de 1 cm de tamanho) associando por vezes a técnica d…

Comme a Lisbonne

Foto:M&S
Em Paris no espaço “Comme a Lisbonne” encontramos um ambiente acolhedor, calmo e com sabores de Portugal. Por lá encontramos os melhores pastéis de natas de Paris estaladiços, cremosos, quentinhos. O conceito deste espaço vai além dos pastéis de nata e apresenta uma amostra gourmet representativa de alguns dos melhores produtos portugueses dos azeites do Esporão, ao chá açoriano, vinho do Porto, sardinhas Tricana e até mesmo os chocolates Arcádia. 
Foto:M&S
Temos também Galos de Barcelos reinventados e contemporâneos, andorinhas pretas de Bordalo Pinheiro, café Delta. Representantes de Portugal estão em Paris para nos reporem os níveis de açúcar e cafeína na cidade que ganhou mais luz com a abertura ao público desta loja. No futuro próximo podemos aguardar mais produtos portugueses nesta loja Portuguesa com certeza!

Comme a Lisbonne 37 Rue du Roi de Sicile 75004 Paris De Terça-feira a Domingo

Barrete Símbolo da República

No inicio todos os barretes eram pretos ou cinzento-escuro, distanciando-se do grupo social ou região do país. Atualmente se passarmos pelas praias da Nazaré ou da Póvoa do Varzim podemos encontra-los entre os pescadores ou até mesmo na região saloia. Os barretes podem ser agrupados em dois grupos de cores os verdes e vermelhos e os pretos. Os primeiros eram usados pelos campinos do Ribatejo e pelos forcados, por sua vez os segundos eram usados pelos trabalhadores rurais e piscatório em toda a Beira Litoral, além de servirem de agasalho, também eram utilizados como algibeira para guardar o tabaco, fósforos e dinheiro, guardando os objetos no fundo do forro para não apanharem humidade sendo desta forma justificado o cumprimento. Nos finais do século XIX e inícios do século XX, o traje tradicional apresenta algumas permeabilidades às modas e a também a outros interesses que o levam a fazer algumas modificações. Muitas dessas alterações não estão exclusivamente relacionadas com as influên…