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Sardinha




Na minha cabeça à uma ligação direta entre Sardinha e Lisboa talvez seja o reflexo de uma poderosa campanha de marketing que espalhou Sardinhas pela cidade nos últimos anos. São coloridas, divertidas, criativas e aparecem aos cardumes. É uma forma de mergulhar no mar sem sair do lugar, um passeio pela imaginação de quem lhes dá forma. São as rainhas das festas de Lisboa e das ruas da capital que ficam mais perfumadas e encantadas, foram até criadas confrarias da Sardinha, para as salvar, imortalizar e preservar, um compromisso também cultural. 




As sardinhas são peixes da família Clapeidae, normalmente pequenas entre os 10 a 15 cm de comprimento, (diz o ditado popular:“a Sardinha quer-se pequenina”) uma das suas características é só terem uma barbatana dorsal e sem espinhos, ausência de espinhos na barbatana anal, caudal biforcada e boca sem dentes e de maxila curta, com as escamas ventrais em forma de escudo. O seu nome vem da Ilha Sardenha onde eram abundantes. Formam grandes cardumes que se alimentam de plâncton e são ricas em ômega-3. 



A atribuição do certificado de qualidade MSC (Marine Stewardship Council) à Sardinha portuguesa ocorreu no dia 15 de Janeiro de 2010, no Auditório da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar. A Sardinha é já um símbolo nacional e foi ganhando cada vez mais estatuto e atualmente a sardinha capturada na costa Portuguesa é a única espécie de peixe em toda a península ibérica e a 60ª a nível mundial a possuir tal certificação de qualidade. Verifica a existência de práticas que tendem a diminuir o impacte ambiental causado e que contribuem para a sustentabilidade desta pescaria. Por ano são capturadas cerca de 60 mil toneladas de Sardinha em toda a costa Portuguesa avultando faturações de muitos e muitos milhões de euros. 

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