Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2011

Galo de Barcelos

Foto: M

Portugal e os seu ícones! Barro matéria prima de fácil e barato acesso é utilizada de norte a sul do país. Em Barcelos a figura do Galo é a expressão artística mais marcante e atualmente continua a ser uma das imagens mais populares. A figura do galo sempre associada ao positivo desde os galos nos cata-ventos das igrejas medievais que pode ser assumido como figura protetora ao galo que nos desperta pela manhã numa imagem romântica da vida do campo Várias lendas estão associadas ao Galo de Barcelos no site da Câmara Municipal de Barcelos remete-nos para a época medieval e conta a epopeia de um peregrino a caminho de Santiago de Compostela que foi salvo da forca graças ao cantar de um galo que se fez ouvir de forma surpreendente depois de morto. O carinho dos portugueses por este ícone foi ganhando dimensão e ganhou visibilidade internacional, ainda que sob alguma cumplicidade política, pela primeira vez em Genebra na Exposição de Arte Popular Portuguesa no ano de 1935. Um ano depo…

Sardinha

Na minha cabeça à uma ligação direta entre Sardinha e Lisboa talvez seja o reflexo de uma poderosa campanha de marketing que espalhou Sardinhas pela cidade nos últimos anos. São coloridas, divertidas, criativas e aparecem aos cardumes. É uma forma de mergulhar no mar sem sair do lugar, um passeio pela imaginação de quem lhes dá forma. São as rainhas das festas de Lisboa e das ruas da capital que ficam mais perfumadas e encantadas, foram até criadas confrarias da Sardinha, para as salvar, imortalizar e preservar, um compromisso também cultural. 



As sardinhas são peixes da família Clapeidae, normalmente pequenas entre os 10 a 15 cm de comprimento, (diz o ditado popular:“a Sardinha quer-se pequenina”) uma das suas características é só terem uma barbatana dorsal e sem espinhos, ausência de espinhos na barbatana anal, caudal biforcada e boca sem dentes e de maxila curta, com as escamas ventrais em forma de escudo. O seu nome vem da Ilha Sardenha onde eram abundantes. Formam grandes cardum…

Vidros Marinha Grande

Segundo informação retirada da site da Câmara Municipal da Marinha Grande, já no século XV teria sido instalado na Marinha Grande um forno para apoio da reparação dos vitrais do Mosteiro da Batalha. O vidro era obtido através da incineração de produtos naturais com carbonato de sódio. Existem registos de vários fornos para a produção em Portugal, contudo foi lenta a passagem de uma produção artesanal e limitada, para a produção industrial. Mas foi no ano de 1748 que o irlandês Beare transfere a fábrica que explorava em Coina em consequência da falta de combustível para a Marinha Grande que beneficiava da proximidade do Pinhal de Leiria. A abundância de matérias primas e de carburante permitiram o fomento dessa indústria na região.


Só em 1769 o inglês Guilherme Stephens beneficiado pelo alvará de D. João V e com todo o apoio de Marquês de Pombal fez renascer a fábrica e dá-lhe um novo impulso e prestígio em vidro manual soprado que deram à Marinha Grande o estatuto de Capital do Vidro. 


Pão de Castella

Foi introduzido pelos mercadores portugueses no Japão há mais de 500 anos, como Pão de Castela, tornou-se ao longo dos séculos numa das sobremesas japonesas mais típicas, sendo conhecido como o Castella ou Kasutera. Levado para o Japão pelos portugueses no século XVI e popularizado pelos japoneses. Acredita-se que o nome possa ter derivado de uma região denominada Castela, em Espanha. No século XVI, um navio Português atracou em Nagasaki, o porto de comércio japonês. Os Portugueses trouxeram muitas coisas para o Oriente e a Kasutera foi uma delas. Este bolo pode ser conservado por um longo período de tempo, por isso era necessário para os mercadores que estavam em alto mar durante longos meses. Era um doce precioso uma vez que o açúcar tinha um preço muito elevado e foi servido para os enviados da Coreia. Mais tarde, começaram a fazer ‘kasutera japonesa’, a receita original do bolo foi lentamente alterada para se adaptar ao paladar dos japoneses sendo atualmente confecionado com vár…

Bordados de Viana do Castelo

Gemeniana Branco, 29 de Março de 1917

Foi numa exposição realizada a 24 de Agosto de 1917 no artístico Pavilhão, no Campo d´Agonia em Viana do Castelo, que Gemeniana Branco deu a conhecer os seus trabalhos e que desde então dá início a uma profissionalização desta prática. Germeniana era uma jovem mulher com recursos, ligações e capacidade de iniciativa. Características que a levaram a transformar uma tarefa de uso essencialmente doméstico a uma atividade económica. Esta mulher fá-lo não só por si que dados os seus recursos não necessitava mas por princípios e valores que partilhava com mulheres como Berta Machado ou Ana de Castro Osório, que quando Portugal entrou na I Grande Guerra foram as fundadoras da Cruzada das Mulheres Portuguesas que tinha como objetivo diminuir a miséria das famílias portuguesas da altura. Foi neste contexto que Gemeniana se lança ao trabalho ajudando mulheres carenciadas no sustento das suas famílias em Viana e nos arredores. A área de produção do Borda…