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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2011

Bonecos de Estremoz

Trabalho dos Irmãos Ginja "Amor é cego"

Uma forma de expressão para retratar a cultura, hábitos e costumes alentejanos. Os bonecos de Estremoz são o casamento perfeito entre escultura e a pintura. Os trabalhos e a vida do campo, as profissões e ofícios, as ocupações domésticas, cenas do quotidiano ganham cor nesta arte enriquecida com apontamentos religiosos, imagens simbólicas, incutindo uma crítica social nessas personagens típicas criadas e recriadas pelo sentimento e sentido táctil das mãos desses mestres.
Trabalho de Irmãs Flores (Presépio de Altar)

As imagens de Culto em madeira e as imagens de cerâmica policromada que sensivelmente desde o século XVI revestiam retábulos e oratórios terão dado origem a estes bonecos. Partindo de investigações desenvolvidas, alguns destes bonecos parecem ter sido adaptadas a partir de modelos conhecidos como figuras carnavalescas. Podem identificar-se elementos característicos das culturas africanas e brasileiras na composição de determina…

Olaria São Pedro do Corval

Desde sempre os utensílios de barro estão presentes no nosso quotidiano. Os primeiros utensílios de barro seriam simples, modelados e secos ao sol. A olaria cumpria as necessidades básicas da população que servia. Com o fogo na sua vida o Homem descobriu as virtudes da cozedura das peças transformando assim o barro dúctil em matéria consistente e resistente. A arte da cerâmica foi evoluindo e modificando-se estética e tecnicamente. O oleiro aprendeu a escolher o melhor barro para a produção das peças e adaptar as técnicas a usar ao tipo de barro que encontrava no sítio onde se fixava.
As peças de barro na sua origem surgiram para ser úteis e funcionais, servir os seus criadores. A essa dualidades de uso e função juntou-se a beleza e a estética conseguindo assim a harmonia que se pode ver e sentir numa simples tigela de barro ou num prato. 
Fotos: Olaria O Patalim 

Num contexto essencialmente rural o barro tinha um papel central e era frequentemente utilizado: como tijolo na construção…

Lenços

~ Foto: Nuno Reis


Os lenços de Viana como são conhecidos fazem parte do imaginário português. São coloridos na sua base onde assentam cercadura de flores grandes e coloridas destacando as quatro cores principais: vermelho, amarelo, branco e azul.



Postal antigo: Lavadeiras Viana de Castelo
“A veste organiza-se em: saia franzida, colete justo apertado com fitilho e camisa branca, sobre a qual se apõe o avental, a algibeira e o lenço. Na cabeça, colocava-se um lenço idêntico ao do peito. Nos pés, calçavam chinelas também bordadas, à maneira barroca, e meias arrendadas.” (Teixeira: Madalena Braz, O traje regional, Português eo Folclore VII )


Estão presentes ao longo da história da humanidade em vários momentos históricos: • Segundo a lenda a primeira mulher que usou um lenço foi a rainha egípcia Nefertiti no ano de 1350 a.c.; • Em 230 a.c. na China no reinado do Imperador Cheng os lenços tinham uma utilização funcional que servia para identificarem os funcionários ou guerreiros chineses; • Na R…

Ginjinha do Rossio

Taberna a Ginjinha 1967 Kerner, Sid

Em Portugal a ginja ou cereja amarga (nome científico Prunus cerasus) é um fruto popular desde o século XV, sendo utilizada com fins medicinais. Por volta de 1755 vulgarizaram-se em Lisboa os estabelecimentos que vendiam ginjas mergulhadas em aguardente e daí e evoluiu para a famosa ginjinha. Segundo a lenda foi um monge da Igreja de Santo António , Francisco Espinheiro que criou o néctar da capital ao deixar ginjas a levedar em aguardente, acrescentando açúcar, água e canela.


Foto: Benjamim Medeiros 

Foi em 1840 no Largo de São Domingos que começou a ser servida a mais típica bebida lisboeta. No mesmo balcão passaram poetas, escritores, artistas, trabalhadores do Rossio, turistas, curiosos e gulosos. Sobreviveu a séculos de história, a ditaduras, confrontos, tempestades, ASAE, modas, gostos e costumes. Aí está ela da burguesia ao povo, do povo à burguesia sempre contemporânea e na boca dos lisboetas.

Foto: André Domingos
Oferecendo duas modalidades a…

Rafael Bordallo Pinheiro

Rafael Bordallo Pinheiro, 1876

Raphael Augusto Bordallo Prestes Pinheiro nasceu a 21 de Março de 1846 no nº 47 da Rua da Fé, em Lisboa. Apaixonado pelo lado boémio da vida lisboeta e avesso a qualquer disciplina, matriculou-se sucessivamente na Academia de Belas-Artes. Artista nato marcado seguramente pelo ambiente artística da sua casa paterna. Destaca-se pela modernidade militante, pelo otimismo e tala tranquilidade com que sempre viveu a sua agitada e nada fácil vida. Saudavelmente um desiludido com as pessoas que para ele todas são corruptíveis. Usava o riso para provocar e agredir mas não para curar o que não tem cura. A sua versatilidade como artista levam-no a ter uma vida repleta de experiências e aprendizagens. No seu percurso muito próprio destaco: ceramista, escultor, ilustrador, cartoonista, jornalista, repórter (da guerra civil espanhola), decorador, figurinista de teatro e nos tempos que correm arriscaria a chamar-lhe também marketeer e designer, funções tão bem desempenha…